Biocom

Produção de açúcar, etanol e electricidade através de biomassa


Angola é um dos países do mundo com maior potencial na agricultura – dispõe de 35 milhões de hectares de terras aráveis, segundo o Banco Mundial. Embora o sector agrícola seja importante para o crescimento do país e para a diversificação da sua economia, e tenha crescido 0,2%, representa apenas 11% do PIB. As quatro décadas de guerra foram um impedimento para a expansão do sector. Actualmente, as expectativas de crescimento da indústria transformadora também são promissoras.

Tirando partido de oportunidades como a disponibilidade de terras, de recursos hídricos, as condições favoráveis do solo e do clima para a agricultura, e ainda uma população jovem, com 75% abaixo dos 34 anos, a Cochan investiu em tecnologia de ponta, empregando pessoal qualificado e especializado em dois projectos agrícolas, a Biocom e a DT Agro, exemplos de excelência em Angola e em África.

A Biocom é a primeira empresa de Angola a produzir e a comercializar açúcar, etanol e energia eléctrica a partir da biomassa. A unidade, que está automatizada em 93%, situa-se no polo Agro-industrial de Capanda, na Província de Malanje, e é o maior empregador privado da região, dando prioridade à contratação de força de trabalho local e garantindo um investimento contínuo na sua formação. A Biocom produz energia suficiente para o seu consumo e o excedente (70%) é comercializado através do sistema eléctrico nacional (RNT). A Biocom tem uma área agrícola de 81.201 hectares. Desses, 70.106 hectares são terras agricultáveis e o restante espaço está reservado para preservação ambiental. O açúcar que produz, da marca Kapanda, é vendido apenas em Angola. Em 2016, a empresa permitiu ao país poupar 25 milhões de dólares em importações de açúcar. A Biocom prevê ser um dos cinco maiores produtores da África Austral até 2021.

As repercussões do investimento da Biocom nas comunidades vão para além da criação de emprego: a empresa tem preocupações ambientais em linha com as melhores práticas internacionais – controla a qualidade da água, as erosões do solo, as emissões gasosas e reutiliza 100% dos resíduos industriais. Para além disso, a Biocom investe nas comunidades: entre outros, dinamiza um programa de alfabetização para jovens e adultos, que já beneficiou mais de 700 pessoas; apoia um programa de agricultura familiar que beneficia mais de 700 famílias e grupos desportivos dirigidos a jovens, crianças e adolescentes da comunidade e filhos de trabalhadores.

DT Agro

Exploração agrícola


A DT Agro opera no sector da agroindústria em Angola desde 2012. Com uma aposta forte na tecnologia e nas técnicas mais recentes para aumentar o rendimento das terras e promover a competitividade, a empresa está constantemente a testar novos produtos. Tem como objectivo tornar-se o maior produtor de maracujá do país. Na propriedade de 100 hectares construída em Catumbela, a plantação de maracujás ocupa 10 hectares. A de banana estende-se por 60 hectares. A colheita da banana é manual, mas o seu transporte no campo é feito através de um moderno teleférico. A DT fornece bananas aos principais operadores de retalho de Angola. 

Apenas 4% dos funcionários da DT Agro são expatriados. A empresa tem preocupações ambientais: faz compostagem do produto que não é adequado para venda, e está a testar manter uma colmeia. Os terrenos são irrigados a partir do rio mais próximo. A água doce é transportada durante nove quilómetros de canal, que foi recentemente remodelado para a quinta e para uso pelas comunidades locais. Existem mais de 500 famílias a beneficiar do cultivo das terras irrigadas, seja para consumo próprio ou para gerar rendimentos, através da venda dos bens cultivados em mercados informais.

Priority

Produção de lacticínios


O Grupo Cochan tem também investimentos na indústria transformadora, através da Priority Indústria, que começou a operar em 2011. Está entre os raros produtores de iogurte e gelado em Angola. A Priority produz iogurtes da marca Donna Gloria e gelados da marca Coppelia, em copo e em formato copo e picolé – é o único produtor de picolés no país. Os iogurtes são produzidos em seis sabores: natural, com ou sem açúcar, morango, banana, ananás e manga. Os gelados que saem desta fábrica em copo podem ser de baunilha, morango ou chocolate, com ou sem pepitas de chocolate. Os picolés da Priority são produzidos com sabor de baunilha, morango ou chocolate, com e sem cobertura de chocolate.

A fábrica está situada na Zona Económica Especial Luanda-Bengo e tem cerca de 12.500 metros quadrados. Emprega mais de 90 colaboradores, a maioria angolanos. Os produtos produzidos na Priority são distribuídos na província de Luanda, e podem ser encontrados em diversos espaços de retalho, incluindo os maiores supermercados, lojas independentes, postos de abastecimento de combustível, em hotéis e na restauração. É a própria marca que se encarrega do transporte e distribuição dos produtos – a fábrica dispõe atualmente de oito camiões para o efeito.

Pangolé

Produção de padaria e pastelaria


A Cochan investe na padaria Pangolé, que desde 2014 faz parte do Grupo Zahara. As unidades de produção da marca somam, ao todo, uma área de 30 mil metros quadrados e estão repartidas por três fábricas em Luanda. A Pangolé produz pão fresco e pão congelado, pão de hambúrguer, pão de cachorro e bolo-rei. Num ano, consegue produzir 30 milhões de carcaças. A Pangolé apoia as comunidades das três localidades onde está presente, empregando já mais de 150 colaboradores, a maioria angolanos. A empresa planeia expandir as áreas de produção e aumentar a capacidade da fábrica, o que poderá duplicar o número de postos de trabalho já criados, contribuindo de forma significativa para a diversificação da economia angolana. Os produtos Pangolé são vendidos em Angola, através de vários canais de retalho, incluindo as lojas Kero e espaços de hotelaria e restauração.

A Pangolé recorre à tecnologia mais recente disponível para o sector, com elevados níveis de automação, maximizando a eficiência da produção. A Pangolé também investe nos seus colaboradores, seguindo padrões internacionais na formação dos funcionários, que são, na grande maioria, membros das comunidades onde as unidades produtivas funcionam.